A construção do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina deu mais um importante passo nesta terça-feira (16/06), em Criciúma. A Fundação Getulio Vargas (FGV) realizou a última rodada participativa do ciclo de encontros regionais, reunindo cerca de 100 representantes da academia, setor carbonífero, entidades de classe, associações, empresas, órgãos de licenciamento e poder público para apresentar os resultados preliminares da etapa de diagnóstico do estudo e ampliar a participação da sociedade na elaboração do plano.
A iniciativa busca construir, de forma coletiva, estratégias para preparar a região para as transformações da matriz energética, conciliando desenvolvimento econômico, sustentabilidade e preservação de empregos. O trabalho desenvolvido em Santa Catarina deverá servir como referência nacional para outras regiões que enfrentam desafios semelhantes no processo de transição energética.
A etapa apresentada pela FGV reúne análises sobre o cenário energético, econômico e social do estado, além de apontar desafios e oportunidades relacionados à atividade carbonífera e seus impactos sobre trabalhadores, comunidades e a economia regional.
Para o presidente da Amrec e prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, o Vaguinho, a construção do plano precisa considerar a realidade dos municípios da Região Carbonífera e garantir que a transformação aconteça com diálogo e segurança para quem vive da atividade. “A transição energética é uma das principais pautas da nossa região. Precisamos construir esse processo ouvindo quem produz, quem trabalha e quem vive aqui. O desenvolvimento sustentável só será possível se preservar oportunidades, fortalecer nossa economia e garantir um futuro seguro para as próximas gerações.”
A Transição Energética Justa está entre as dez prioridades estratégicas da Amrec desde 2025 e representa uma das principais bandeiras defendidas pela associação junto aos governos estadual e federal. A entidade atua para que o processo aconteça de forma planejada, respeitando as características econômicas da região e promovendo alternativas de desenvolvimento para os 12 municípios da Região Carbonífera.
Após os encontros realizados no Sul do estado, a programação segue em Florianópolis, dando continuidade ao processo de escuta e consolidação das contribuições que irão compor a versão final do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina.
