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Amrec acompanha nova etapa do Plano de Transição Energética Justa na região carbonífera

Garantir alternativas concretas de desenvolvimento social e econômico para os municípios que historicamente dependem da cadeia do carvão mineral é uma das prioridades da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Nesta segunda-feira (23/02), técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estiveram em Criciúma para mais uma etapa dos trabalhos do Plano Estadual de Transição Energética Justa, com reuniões na sede da Prefeitura e visita técnica ao Parque dos Imigrantes, no distrito do Rio Maina.

O presidente da Amrec, prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, o Vaguinho, reforçou o impacto direto para os municípios. “A gente sabe que a nossa região tem uma história ligada ao carvão. Por isso, essa transição precisa ser planejada e construída junto com os municípios. Estamos unidos para garantir novas oportunidades, proteger empregos e preparar a nossa economia para o futuro”, afirmou Vaguinho.

O Plano Estadual de Transição Energética Justa é resultado de contrato firmado pelo Governo do Estado de Santa Catarina com a Fundação Getúlio Vargas, com investimento de R$ 3,5 milhões e duração de 18 meses. O ato de assinatura ocorreu em Criciúma, no dia 3 de junho de 2025, consolidando a região Sul como foco central dos estudos. A Amrec é parceira do projeto e acompanha todas as etapas.

A proposta busca soluções viáveis para transformar a matriz energética catarinense, equilibrando sustentabilidade e desenvolvimento econômico. A prioridade é substituir, de forma gradual e planejada, as fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis por fontes limpas e renováveis, garantindo inclusão social, proteção aos trabalhadores e crescimento econômico equilibrado, com atenção especial à região carbonífera.

A equipe da FGV conduz estudos técnicos com base em dados econômicos, sociais e ambientais. Também ouve diretamente os municípios impactados, incluindo setor produtivo, universidades, órgãos públicos e sociedade civil. A meta é elaborar um plano robusto e executável para Santa Catarina, com metas até 2050.

A entrega dos estudos está prevista para setembro de 2026. O documento final deve apresentar recomendações para o poder público e para as empresas locais, além de propor um guia metodológico nacional, baseado na experiência catarinense, que possa servir de referência para outros estados brasileiros.

Conforme Vaguinho, a Transição Energética Justa já está entre as bandeiras prioritárias da Amrec desde 2025 e continuará em 2026. “Esse é um compromisso da Amrec, que é liderar debates que impactam diretamente o futuro da nossa Região Carbonífera”, completou Vaguinho.

SAIBA MAIS

* O que é? Plano Estadual de Transição Energética Justa.

* Quem executa? Fundação Getulio Vargas (FGV), contratada pelo Governo do Estado, com parceria da Amrec.

* Qual o investimento? R$ 3,5 milhões.

* Qual a duração? 18 meses.

* Previsão de entrega: Setembro de 2026.

* Qual o objetivo? Construir soluções viáveis para a transição da matriz energética, com foco na região Sul e proteção de empregos.